Foram muito boas as palestras sobre Mobilidade no Grupo de Mídia SP. Quem ficou a cargo do cenário (otimista nos moldes pré-bolha) foi Edmar Bulla, gerente de marketing digital da Nokia, que quer se tornar grande player global da mídia e entretenimento. Querer é poder. Cesar Cesar da Hands, especializada em mídia soluçoes móveis, palms e hoje celulares, mostrou porque sobreviveu a bolha e hoje está se dando bem: show de humildade e pé no chão e trabalho. Paulo Humberg, fundador do Shoptime, hoje investidor em empresas digitais, fala da necessidade de ousar sem se entusiamar com so números apresentados pela Nokia.
O veterano Ethevaldo Siqueiro, especialista em telecom e tecnologias digitais, relatou deliciosas histórias de inovações de outros tempos. Mas trouxe também novidade do nosso tempo: é a tecnologia OLED desenvolvida pela Sony e parece que tem tudo para revolucionar os monitores de video.Não é ficção, logo logo vai estar no mercado...Incrível!!! Veja o vídeo:
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
E por falar em mudanças na mídia....
Falamos nesses mídias que estão saindo de chips novos de fábrica, um deles,que senta ao meu lado, me passou um link que me levou a esse Video do Google TV Ads (acho que o maluco está querendo me assustar... não sabe que já troquei o meu por um de última geração!) Parece ingênuo, mas essa é a vantagem de vir com o HD zerado e novo sistema operacional... A evolução é a máxima simplificação. Sei que no mundo real, hoje ainda não dá para funcionar assim...Mas muros estão caindo, tendências de abordagens menos complexas crescem. Até os velhos mestres já diziam que o "Menos é Mais". Alguém duvida que prá frente a coisa vai rolar desse jeitão????
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Media Exterior Leao de Ouro de Cannes
Conhece a campanha de media exterior premiado com Leao de Ouro em Cannes? Muito bom!!! Na verdade, ação multiplataforma com projeção em prédios, internet, celulares etc. Abaixo o promo do HBO Voyeurs, que é convite as pessoas a verem o que as pessoas fazem quando acham que ninguém está vendo!
Veja também a espetacular peça de Internet neste link "HBO VOUYER".
Veja também a espetacular peça de Internet neste link "HBO VOUYER".
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Verbos X Substantivos
Um post no blog da agência americana Zeus Jones (o site deles também é muito legal) me fez ficar pensando. Achei um ponto de vista bem interessante e vou tentar desenvolver aqui. Mesmo sendo mais conceitual e relacionado a planejamento (minha área), acho que vai ser bom pra dar uma atualizada no blog na ausência do Sumida.
Seguinte: por que todo mundo baba no iPhone? Porque ele é intuitivo. E como ele é intuitivo? Por causa de sua interface e dispositivos (multi-touch e acelerômetro). OK, mas o que a interface e dispositivos conseguem fazer que torna o iPhone intuitivo? Eles representam ações: gire o aparelho e a foto gira; afaste os dedos e a imagem aumenta; passe o dedo rapidamente e a barra de rolagem desce naturalmente.
O iPhone suprimiu ao máximo os verbos.
Em outros sistemas, um objeto precisa estar relacionado a uma ação (verbo). Lembre-se que o Windows tem um grande "Iniciar" sempre na sua tela. Ou aquela foto que você precisa abrir, girar e passar para a próxima - indicando essa ação com o mouse ou stylus.
Ao suprimir os verbos, os substantivos ganham importância. Ao invés de fazer o caminho "Iniciar, calendário, inserir compromisso", a interface tem um botão "calendário" e lá dentro você usa os gestos para executar as ações. Entram também nessa lista de substantivos os mapas, câmera, relógio, calculadora, etc. Vemos a troca de verbos por representacões também no Wii e no novo HTC Diamond.
No post da Zeus Jones, o cara critica que alguns recursos do iPhone ainda dependem de verbos, como o telefone e o SMS. Porém isso não vem ao caso.
Minha idéia com esse post era provocar um pensamento.
De onde mais podemos reduzir os verbos?
Verbos são mais duros, e em geral têm uma definição bem clara. Correr, pular, falar. Substantivos são mais subjetivos. Carregam lembraças. Bola, piscina, broa de milho. O que te lembram? Todos sabem o que são, mas para cada um significa uma coisa. Também é por isso que o atual sistema de classificação das coisas na web é baseada em tags, que em geral são substantivos (já viram o Brand Tags? Ele pede para as pessoas associarem palavras às marcas).
Substantivos têm um apelo mais orgânico, natural e intuitivo no cérebro humano.
Só para fechar: estamos vendo a indústria da tecnologia se modificando após cerca de 20 anos com a mesma interface. Muitas coisas ainda estão presas em fórmulas antigas. Elas podem funcionar bem, mas também podem ter outro jeito de ser pensadas. Vi essa aqui hoje e fiquei encantado com a solução. O que mais não pode ser totalmente transformado no mundo?
Obrigado pela leitura
rafael (@) santaclara.net
Seguinte: por que todo mundo baba no iPhone? Porque ele é intuitivo. E como ele é intuitivo? Por causa de sua interface e dispositivos (multi-touch e acelerômetro). OK, mas o que a interface e dispositivos conseguem fazer que torna o iPhone intuitivo? Eles representam ações: gire o aparelho e a foto gira; afaste os dedos e a imagem aumenta; passe o dedo rapidamente e a barra de rolagem desce naturalmente.
O iPhone suprimiu ao máximo os verbos.
Em outros sistemas, um objeto precisa estar relacionado a uma ação (verbo). Lembre-se que o Windows tem um grande "Iniciar" sempre na sua tela. Ou aquela foto que você precisa abrir, girar e passar para a próxima - indicando essa ação com o mouse ou stylus.
Ao suprimir os verbos, os substantivos ganham importância. Ao invés de fazer o caminho "Iniciar, calendário, inserir compromisso", a interface tem um botão "calendário" e lá dentro você usa os gestos para executar as ações. Entram também nessa lista de substantivos os mapas, câmera, relógio, calculadora, etc. Vemos a troca de verbos por representacões também no Wii e no novo HTC Diamond.
No post da Zeus Jones, o cara critica que alguns recursos do iPhone ainda dependem de verbos, como o telefone e o SMS. Porém isso não vem ao caso.
Minha idéia com esse post era provocar um pensamento.
De onde mais podemos reduzir os verbos?
Verbos são mais duros, e em geral têm uma definição bem clara. Correr, pular, falar. Substantivos são mais subjetivos. Carregam lembraças. Bola, piscina, broa de milho. O que te lembram? Todos sabem o que são, mas para cada um significa uma coisa. Também é por isso que o atual sistema de classificação das coisas na web é baseada em tags, que em geral são substantivos (já viram o Brand Tags? Ele pede para as pessoas associarem palavras às marcas).
Substantivos têm um apelo mais orgânico, natural e intuitivo no cérebro humano.
Só para fechar: estamos vendo a indústria da tecnologia se modificando após cerca de 20 anos com a mesma interface. Muitas coisas ainda estão presas em fórmulas antigas. Elas podem funcionar bem, mas também podem ter outro jeito de ser pensadas. Vi essa aqui hoje e fiquei encantado com a solução. O que mais não pode ser totalmente transformado no mundo?
Obrigado pela leitura
rafael (@) santaclara.net
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